sexta-feira, 28 de setembro de 2012

E ela ? Como estará ela ?

Todos os dias, são mais dolorosos do que outros, a dor aumenta com a passagem do tempo.
Não é a falta, porque sentir falta é não puder recuperar algo, é não poder voltar a ter-vos. Mas sim saudades, porque sei que a qualquer momento podem regressar para junto de mim, podem voltar a abraçar-me.
Sempre que fecho a porta de casa, há uma dor que se suspende dentro de mim, uma agonia crescente, o sangue corre cada vez mais rápido, até que um passo é dado, até que reajo, nesse preciso momento surge a recordação de dias e dias, de momentos, de tempo, de promessas, de juras, de uma amizade, da nossa amizade. Uma amizade forte e incondicional.
Não escolhemos assim, foi o destino, apesar de vos ver todos os dias não é a mesma coisa, nunca será.
E ela ? E ela como estará ? Estará bem ? Estará melhor que nós ? A dor é a mesma ? Ou nem sequer se lembra do nosso nome ?
A distância que nos afasta e que torna cada vez mais doloroso um dia irá acabar, o tempo vai fazer com que volte tudo como era connosco.
Num modo grosso, houve um fim, um fim que nos separou, mas o amor, esse cresce o único que nos une.
Se um dia voltarem estarei aqui, estou sempre.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Verbo acabar. *



Errei, errei de novo.
Descobri em ti tudo o que procurava em alguém, descobri em ti tudo o que pensei vir a ser.
Mas ao invés de aproveitar tudo o que me davas, deixava no ar frases inacabadas, sentimentos por explicar, frases usadas, sorrisos iguais, e felicidade já vivida.
No dia em que me deste a conhecer-te, prometi que não serias mais um, prometi que não serias amontoado com os outros que havia conhecido, não serias confundido, não serias misturado. A verdade, a verdade é que não foste, atingi os meus objectivos, até os ultrapassei, mas agora que me deixas-te, agora sinto necessidade de acabar as frases, de explicar os sentimentos, de não usar frases usadas, de te dar um sorriso novo e viver uma felicidade rara.
Hoje, não sei o que me passou pela cabeça por voltar a escrever neste blogue, se calhar, lembrei-me que poderias ser uma presença assídua aqui.
 - Obrigado.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Verbo esquecer.*

Foi estranho tudo o que se sucedeu. Ao invés de continuar tudo como estava, tudo como devia, tudo, se me permites, perfeito.
Algo aconteceu sem eu, Júlia Pinto, dar conta ou pelo menos fingir que não dei conta, pois a dor, essa que me atormenta sem o seu devido porquê, anda presente. - sorriso de tristeza-
Outrora procurava, mas hoje, hoje, limito-me a esquecer porque me obrigam a isso.
Passar na rua ver e fingir que não vi, ultrapassa-me, mas a verdade é que o faço sem dúvidas ainda que doa.
Fico com medo de enfrentar multidões com medo de te ver surgir por entre elas, fico com medo  de sorrir por pensar que verás como sou (in)feliz. Quando a minha acção de pura ignorância surge, há uma dor profunda que fica firme em mim, uma sensação de perplexidade e de frieza.
O meu corpo gela, os meus olhos castanhos ficam vidrados de lágrimas e raiados de sangue, e como se não bastasse a única coisa que me resta é "correr", contar os segundos, e ver-te passar como uma simples brisa sem (com) importância.
Mas foi algo que decidimos (decidis-te), o que importa é que estás feliz, consegues "andar" sem "correr" (ao contrário de mim), consegues viver sem contar os segundos (ao contrário de mim !).
Não foi uma escolha é uma decisão, não é orgulho é dor, não é felicidade é apenas enfrentar mais um dia, não é "contar os segundos" é o desejo que estes passem rápido.
Aquela música que me verbalizas-te nunca fez mais sentido do que agora, é algo que não desejo sentir, mas algo que me impões sentir.
Ando descontrolada, a modo grosso, não importa, apenas todos os dias conjugo o verbo esquecer, acompanhado de uma dor fininha (aquela que mais dói).
 2012 simboliza a mudança, tenho a certeza (que acho isso).
"Someone like you. "

domingo, 4 de dezembro de 2011

Sou bem vinda, again.

Desculpem, tenho andado ausente, porque perdi a passeword do meu maior segredo e do meu mais importante mundo. Mas agora que a tenho de volta, voltei e estou cheinha de pressa de começar a escrever algo que se leia.
Beijinhos para todos vocês e obrigado. <3

domingo, 23 de outubro de 2011

Verbo bloquear. *

Não sei mesmo o que pensar deste amor, que me consome, que abunda em mim, que me corre nas veias e invade o coração, que de vez enquanto me prende os músculos e me deixa cair, que de uma perfeita felicidade, inverte-se e me escorre pelos olhos. Não sei mais o que pensar não de mim, não de ti, mas sim de um imaginário nós.
Não me dás respostas a questões tão grandes dentro de mim, não me dizes o que preciso de ouvir, e deixas-me nesta incerteza criada pelas tuas ações  e palavras incontroláveis que por vezes me deixam descarrilar.
Hoje, necessito mais de ti do que ontem e menos que amanhã. E tenho medo que seja sempre assim.
Ainda não arranjei nenhum bloqueio, mas preciso de encontrar um, urgentemente.

sábado, 10 de setembro de 2011

Sem título. *


Até aos dias de hoje, nunca cometi um pecado cruel, apenas as pequenas brincadeiras normais, as palavras ofensivas, as maldades impensadas, os gestos menos próprios ou até os pensamentos menos sinceros. Mas até hoje, sempre fui forte e corajosa. Enfrentei todas as tempestades que me acompanham, engoli em seco a dor, ergui a cabeça e esqueci o sofrimento e os tristes pensamentos indesejados. Mas assim que cá chego ao mundo real, a realidade bate em mim como trovoada e rebaixa os bons pensamentos e as esperanças que tento manter tão firmemente. Lembro-me da crua verdade, e forma-se dentro de mim um feroz aperto, a voz não me sai, como se o ar se travasse na garganta e ali bloqueado não se movesse, as minhas cordas não vibrassem segundo a minha vontade, e os meus olhos vidrados de tristeza não conseguissem evitar as lágrimas. Mas ainda assim me esforço e luto contra a torbulência no meu coração, respiro fundo, ergo o olhar e controlo as emoções a todo o custo. Não quero mostrar a minha fraqueza, o meu sofrimento, os meus pensamentos pessimistas que invadem o meu todo. Não consigo por um fim nestas questões sem resposta que surgem e surgem insaciavelmente. Por isso, por tudo te peço, que me ajudes a desbloquear o cérebro, a pensar como um adulto e tirar todas estas dúvidas como se tira as de uma equação de matemática, com regras, com leis, mas com sobretudo com lógica. 

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Verbo fazer.*


São estes momentos que me dão a magia da vida, a alegria do meu dia.
São nestes momentos que eu percebo de quem eu realmente preciso para ser alguém, são nestes momentos que eu "me encontro".
A minha vida é uma constante procura da felicidade, e quando tenho estes momentos, essa procura faz sentido.
És tu que tens o poder de me fazer feliz és tu a minha felicidade.

sábado, 27 de agosto de 2011

Verbo revelar.*


Hoje, revelaste-te para mim, soltas-te todos os teus sentimentos mais obscuros,  tornaste-te horrível,  gritas-te bruscamente comigo, não me doeu ao ouvir cada palavra tua, mas sim, doeu-me ao senti-la.
Foste como uma explosão, guardas-te toda essa raiva, guardas-te todo esse teu ser, escondeste-o de mim.
Hoje, não conseguiste mais evitá-lo, mostraste-me quem verdadeiramente és.
Um ser repugnante. Foi como uma revolução de palavras e frases perante o meu ser.
Feris-te todos os meus sentimentos ao dizeres cada palavra que saiu da tua boca com toda a pressa de chegar, entrar dentro de mim bruscamente, e alojar-se no meu coração, sem se quer pedir licença  ou vir mais suavemente. Não ouve nem uma palavra tua que perdesse a força com que saiu de dentro de ti.
Agora sei quem és, agora sei com quem lidei.
Não me peças perdão, ele não apagará a dor que sinto.
Para mim deixas-te de ser quem és. És passado.
O teu nome ? Nem me lembro mais da cor do teu cabelo.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Verbo voltar*


Um mero dia na praia. Um mero sorriso. Uma mera simpatia. Uma mera oferta. Um mero pêssego. Um mero desejo de voltar a trás, e uma mera pessoa.
Estava calor, muito calor, e a praia de Buarcos estava ao rubro, sem vento, um dia lindo.
Estendi a minha toalha naquela areia macia com muitos segredos, com muitos tesouros ali enterrados á espera de serem descobertos.
Aproveitei o meu dia, mergulhei e re-mergulhei, corri e re-corri, pensei e re-pensei, ouvi e re-ouvi aquele som das ondas a rebentar nas rochas.
Até que me deitei na toalha, de barriga para baixo, e a modos que encostei o meu queixo á minha toalha húmida, a olhar para um casal de idade já avançada, que comiam e saboreavam os pêssegos que tinham colhido da sua horta, onde eles mesmos dedicam todo o seu suor. Falavam, falavam sobre tudo, enquanto eu os observava, debaixo da sua tenda e por cima das suas toalhas já desgastas de tanto uso, ele com um chapéu de palha e um bigode branco como a cal. Em tempos teria sido o galã da sua escola, porque ainda era uma figura bonita e marcava presença com os seus bípedes descaídos, com a sua pele flácida, de tanta idade carregar.
Até que decidi sorrir, não podia resistir perante a sua figura. Ele reparou, então colocou a mão no saco verde, pegou num guardanapo e disse-me: " Quer um pêssego menina ? Sem cerimónias ! São óptimos. Não duvides em crer em mim ! ".
Por momentos apeteceu-me mesmo aceitar aquele pêssego que brilhou quando saiu da sombra e deu de caras com o sol.
Disse-lhe que não e agradeci, ele voltou-me a dizer: " Pedi para crer em mim, e não está a fazê-lo, aceite-o, sem cerimónias ! ". Mais uma vez rejeitei a sua grande oferta.
Queria voltar a vê-lo, queria voltar a ouvir a sua oferta para a puder provar, queria sentir o sumo do pêssego a escorrer pelos cantos da minha boca.
Ele atraiu-me com a sua conversa, com o seu ar, roubara a minha atenção, fizera com que me abstraísse de tudo e só ouvisse a sua voz. Atraiu-me e encheu-me de orgulho, porque desde esse dia desejo ver o seu rosto e provar aquele pêssego que me ofereceu com tanta certeza.
Talvez este desejo e essa pessoa não sejam apenas "um mero desejo e uma mera pessoa. " esse desejo de que falo, é um grande desejo e uma grande pessoa, porque quem me dera ter provado o fruto do seu trabalho, e quem me dera ter tido oportunidade de saber o seu nome.
E ela ? Nem sequer reparei na sua companhia.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Verbo aprender*



Aprendi que ninguém é perfeito enquanto não te apaixonas. Aprendi que a vida é dura mas eu sou mais que ela. Aprendi que as oportunidades nunca se perdem, aquelas que desperdiçam alguém as aproveita. Aprendi que quando te importas com rancores e amarguras, a felicidade vai para outra parte. Aprendi que devemos sempre dar palavras boas porque amanhã, nunca se sabe as que temos que ouvir. Aprendi que um sorriso é uma maneira econômica de melhorar teu aspecto. Aprendi que não posso escolher como me sinto mas posso sempre fazer alguma coisa para mudar o que sinto. Aprendi que todos querem viver no topo da montanha, mas toda a felicidade está durante a subida. Aprendi que temos que gozar da viagem e não apenas pensar na chegada. Aprendi que o melhor é dar conselhos só em duas, em circunstâncias quando são pedidos e quando deles depende a vida. Aprendi que quanto menos tempo se desperdiça, mais coisas posso fazer.

sábado, 6 de agosto de 2011

Última gota de felicidade

                                           


Não percebo, este pensamento que me enrola na cama de noite, que me atordoa quando caio, que me abate quando me levanto, que me faz sofrer quando sorrio. Não percebo ! 
É uma exclusão. Não me abandona, pelo contrário habita em mim, constitui a maior parte do meu ser.
É cansativo tentar não pensar nele, torna-se exausto lutar contra ele. 
Ele ganha, ganha-me sempre, por mais forte que eu tente ser,  ele ganha. 
Qual será o seu segredo para vitoriar ?
Não percebo, é inútil continuar a lutar, quando a minha vontade é de desistir.
E é isso que vou fazer, deixar que ele ma destrua, deixar que ele me consuma por dentro e por fora, vou deixar que ele me leve a última gota de felicidade.
Será a melhor opção ? Será ? 
Desisto.

Verbo gostar*



Gosto de manhãs de sol de inverno. Gosto do cheiro a café acabado de fazer. Gosto de saídas à noite não planeadas. Gosto de fotografias a preto e branco. Gosto de abraços. Gosto de encontros e re-encontros, do adeus e das despedidas que nos fazem crescer. Gosto da minha mãe. Gosto de viagens de comboio. Gosto de havaianas e unhas pintadas de cor de rosa. Gosto quando ouço: "És linda !". Gosto de telefonemas de "boa noite". Gosto das férias do verão. Gosto de ti. Gosto de mim. Apenas gosto. Gosto.

sábado, 23 de julho de 2011

"Deste-me rumo"


Não consigo perceber o que sinto. É tão diferente, é tão único, é tão distante.
Este sentimento isola-me da realidade, não me deixa pensar, não me deixa agir com a cabeça, este sentimento só me pede para decidir com o coração. Sei que não devia resistir em faze-lo, mas a verdade é criei um hábito dentro de mim, um vicio indestrutível.
Entras-te na minha vida e reviraste-a, recolhes-te todas as memórias boas, e todas aquelas que eram más, montas-te e colas-te todos os retalhos de quinze anos de vida, fizes-te de letras canções, fizes-te de batidas ritmos, deste-me rumo, a mim e a todos estes pensamentos trocados que me preenchem de cima a baixo, da esquerda para a direita. Mostraste-me tudo o que desejei conhecer, e descobrir. Fechas-te me a porta do imaginário e, abriste-me a porta da realidade.
Hoje, sou de maneira alguma, em qualquer parte do mundo, a pessoa mais realizada.
Obrigada, obrigada, por me deixares amar-te.

" Londres ? Espera-me "

Londres é ... indescritível !
Não há adjectivos suficientes, só visto e sentido o poder daquela cidade. Todo aquele barulho, todas aquelas pessoas constituídas por stress, todos aqueles carros, todos aqueles pub's iluminados com luzes de néon, todas aquelas casas todas iguais, todos os edifícios imponentes que se ergam no meio da multidão, faz de "London" a cidade mais diversificada e mais linda que alguma vez vou conhecer.
Em cada virar da esquina vias alguém completamente diferente: uns com calças rotas, cabelo amarelo, piercings, tatuagens na testa, outros com mala elegante, com jóias que te encadeavam, miúdas de salto alto, pessoas com grande estilo, e outros desmazelados.
Lá a vida é demasiado ocupada para olharem para ti e fazerem juízos de valor. Lá é tudo simples, é tudo " Piece and Love", lá em Londres, é tudo diferente, é tudo único, cada um como cada qual.
É assim que gosto.
Londres ? Espera-me, porque um dia, um dia vou voltar com força, e vou ficar. Espera !

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Londres

Desculpem meus queridos seguidores. Tenho estado ausente muito tempo, tempo até demais.
Sabem, Londres é lindo, é tudo o que imaginei.
Quando chegar conto-vos tudo.
Obrigado por não me terem deixado de seguir.
Adoro-vos :x
Até já (:

terça-feira, 14 de junho de 2011

" Até que "

Sim, desta vez, não vou falar de amor, nem de sentimentos, de angustias ou de memórias perdidas no tempo, não vou falar de mim nem de ti, de nós ou deles, da minha noite de ontem, nem vou falar como gostava que fosse o meu amanhã, mas sim, vou contar um sonho, é estranho, normalmente os adolescentes quase nunca sonham, dizem, mas eu sonho, e até por vezes dou por mim a sonhar acordada.
    « Estava numa praia longínqua da realidade, em que tudo parecia tão diferente, que na verdade era mesmo, mas ao mesmo tempo tudo tão perfeito que me transmitia um certo medo, mas ali não existia lugar para as imperfeições, onde não existia vida humana, nem um mutante se quer, ninguém capaz de destruir aquela tão plena perfeição.
Eis que me deparo com os meus pés quentes, algo reconfortante, algo nunca sentido, algo novo. Alguma coisa me tocara, me fazia sentir leve, continuei a caminhada, essa sensação de levatez, fez com que o medo da perfeição desistisse de habitar em mim naquele momento.
Parecia um cenário para um filme romântico, algo como "Romeu e Julieta".
A única coisa que via naquele lugar tão perfeito, era apenas eu, o céu azul e um mar extenso bem transparente de um verde tranquilizante, rochas reluzentes, que pareciam macias, peixes que saltavam á vista de qualquer coisa, um sol grande, bem lindo e uniforme, bem amarelo e quente, pelos vistos.
Daria qualquer coisa para nunca sair dali pensara eu.
Até que ...»
O estúpido do despertador tocou e nunca soube o que me causara aquela sensação de levatez, que me deixara leve como uma pena.
Agarrei naquilo que me despertara de um sonho encantador, mesmo fugido da realidade, e atirei-o contra a parede e disse-lhe como me ouvisse e compreendesse o que lhe disse-se:
"És um estúpido, estragas tudo ! Odeio-te "
Eu Júlia Pinto, deitei-me de novo, tentei adormecer para ver se havia o tal "continua", mas não, era inevitável, parecia que era apenas uma oportunidade para sonhar um sonho ideal e perfeito.
Ainda hoje a pergunta, " O que seria aquilo ? ", habita em mim. Uma curiosidade enorme de conhecer que sensação era aquela, que nunca vai morrer até encontrar uma resposta.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

"Alguém como tu "


"Never mind, I'll find someone like you
I wish nothing but the best for you two
Don't forget me, I beg, I remember you said
Sometimes it lasts in love


 But sometimes it hurts instead
Sometimes it lasts in love
But sometimes it hurts instead, yeah


You'd know how the time flies
Only yesterday was the time of our lives
We were born and raised in a summery haze
Bound by the surprise of our glory days "

AMAZING